Teatro Santa Roza e a cena de artes cênicas da capital
Artigo 31 de 100 · 10 de setembro de 2026 · 1 min de leitura · Destino João Pessoa
Inaugurado em 1889, o Santa Roza é apontado como o teatro mais antigo da Paraíba e um dos mais antigos em atividade no Brasil.
A construção do Teatro Santa Roza começou oficialmente em 2 de agosto de 1852, por meio de lei provincial, sob responsabilidade da Sociedade Particular Santa Cruz. As obras foram suspensas em 1882 por falta de recursos e retomadas na gestão de Francisco da Gama Roza, que dá nome ao teatro. A inauguração ocorreu em 3 de novembro de 1889, com a apresentação do drama "O Jesuíta ou O Ladrão de Honra". Com 412 assentos, o edifício segue estilo neoclássico de influência greco-romana, construído com paredes de cal e madeira de pinho-báltico.
O teatro foi palco de episódios centrais da história paraibana: recebeu a assembleia que concebeu a bandeira do estado e a sessão da Assembleia Legislativa que, em 1930, mudou o nome da capital de Paraíba para João Pessoa, em homenagem ao presidente do estado assassinado em 26 de julho daquele ano. Entre 1911 e 1941, funcionou também como cineteatro, exibindo filmes ao lado das apresentações cênicas.
Em 2 de dezembro de 1998, o IPHAN tombou o Teatro Santa Roza como patrimônio histórico e artístico nacional. Hoje o espaço é administrado pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) e recebe programação de teatro, dança e música mediante reserva de pauta, funcionando como um dos principais palcos de artes cênicas da capital paraibana, ao lado dos teatros Arena e Paulo Pontes, do Espaço Cultural José Lins do Rego.
Para quem se interessa por artes cênicas em João Pessoa, o Santa Roza continua sendo referência obrigatória — tanto pelo valor histórico do prédio quanto pela programação cultural que a Funesc mantém ao longo do ano.
