Investir em imóvel para renda de temporada: rentabilidade e riscos
Artigo 9 de 100 · 10 de setembro de 2026 · 1 min de leitura · Destino João Pessoa
Imóveis de temporada no litoral da Paraíba podem gerar receita superior ao aluguel comum, mas o risco regulatório aumentou.
Bairros litorâneos de João Pessoa, como Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa, concentram boa parte da oferta de imóveis anunciados para locação de curta duração em plataformas como Airbnb. Segundo levantamentos do setor, a diária desses imóveis em alta temporada pode gerar receita várias vezes superior à de um aluguel residencial tradicional pelo mesmo período, o que tornou os flats e apartamentos de um a dois quartos próximos à orla um alvo recorrente de investidores de outros estados.
A vantagem, no entanto, vem acompanhada de variáveis que o comprador precisa considerar antes de decidir. A receita de temporada é sazonal — concentrada em períodos de festa, férias escolares e alta estação turística — e depende de gestão ativa (precificação, limpeza, check-in), o que na prática significa custos operacionais mais altos do que os de uma locação anual simples.
O principal risco novo, a partir de 2026, é regulatório: a decisão do Superior Tribunal de Justiça no REsp 2.121.055, de maio daquele ano, passou a exigir aprovação de dois terços do condomínio para autorizar esse tipo de locação em prédios residenciais. Isso significa que comprar uma unidade em condomínio sem verificar a convenção — e sem confirmar se a atividade está de fato autorizada — pode resultar em restrição judicial ao uso pretendido depois da compra.
Antes de investir, portanto, vale checar a convenção do condomínio, o histórico de ocupação do imóvel e as taxas turísticas ou tributárias aplicáveis à atividade no município.
