Buchada, sarapatel e as carnes de bode
Artigo 115 de 100 · 07 de outubro de 2026 · 1 min de leitura · Destino João Pessoa
Pratos de miúdos e carne de caprino marcam o sertão e o Cariri paraibano, com destaque para a Festa do Bode Rei.
O bode é protagonista da cozinha do semiárido paraibano. Em Cabaceiras, no Cariri, a Festa do Bode Rei celebra a caprinocultura e inclui feira gastronômica. A 25ª edição ocorreu de 6 a 9 de junho de 2024, com expectativa de 200 mil visitantes, segundo o Jornal da Paraíba. A 27ª, de 4 a 7 de junho de 2026, estreou o espaço gastronômico Vila Bééé, de acordo com o Correio da Manhã.
Entre os pratos de bode, o Paraíba Business e a CNN Brasil destacam o bode no buraco, descrito pelo chef Onildo Rocha: o cabrito cozinha com legumes, pimenta de cheiro e maxixe, em panela enterrada sob brasas por cerca de 12 horas, como uma panela de pressão, resultando em um cozido no próprio caldo.
A buchada e o sarapatel pertencem à família dos pratos de miúdos. A Paraíba Criativa descreve a buchada como o estômago do bode costurado, com as entranhas cozidas por dentro. A revista Fartura Brasil define o sarapatel como ensopado de pedaços de miúdos e sangue, de molho bem grosso, servido com arroz e pirão. Sobre a origem do sarapatel, a coluna Folha Gastronômica, da Folha de Pernambuco, registrou em maio de 2024 que o prato veio com os colonizadores portugueses, que o nome surge em Portugal por volta de meados do século XVIII e que a origem exata é debatida, entre o Alto Alentejo e Goa. As versões sobre a origem da buchada são variadas e não foram confirmadas, por isso não são tratadas aqui.
Em fevereiro de 2026, o Sebrae/PB e o Governo da Paraíba lançaram a Rota da Caprinocultura no Cariri, que passa por Prata, Ouro Velho, Amparo, Monteiro e Sumé e valoriza derivados como iogurte, coalhada, licor e doce de leite, além de produção ligada ao couro.
